TOP 10 PTD

:: Confira nesta seção a lista dos "TOP 10" dos mais variados temas sobre o Verdão, eleita pela equipe do PTD (os melhores times, os piores jogadores, etc.)

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Depois de eleger os melhores jogadores, times, jogos e técnicos (veja arquivo), o Top 10 do PTD muda um pouco de abordagem com uma lista "negativa", envolvendo os 10 maiores "vira-casacas" de nossa história.

Jogadores que trocam de clubes é algo mais do que normal, muitos consideram essencial para a profissão. Porém, não são raros aqueles que juram amor à camisa, mudam para para outras equipes (muitas vezes rivais) e acabam ficando marcados na história como traíras, atletas que estragaram em parte suas trajetórias no Verdão por causa de negociações confusas, onde normalmente a proposta financeira falou mais alto do que o privilégio de atuar no Palmeiras.

* Alguns dos atletas da lista estão entre os maiores jogadores da história do Palmeiras, ou seja, nem sempre "virar a casaca" significa ficar marcado para sempre de forma negativa. Nesses casos (Leão e Luís Pereira) pesou o fato da surpresa que suas saídas geraram, já que eram tão identificados com o Verde e Branco.

Com vocês, os 10 maiores vira-casacas da história do Palmeiras:

10° EMERSON LEÃO

Muitos podem estranhar a presença do recente ex-treinador nessa lista, principalmente os mais novos que possuem a imagem do Leão que foi um dos melhores goleiros da nossa história e que hoje é um exemplo de profissionalismo. Tudo isso é verdade, mas nem tudo foram flores na trajetória do ex-goleiro.

Falando em história, foi o Palmeiras que projetou a da Emérson Leão, quando o trouxe do Comercial de Ribeirão Preto em 1969 para a disputa do Paulistão. Na época apenas uma promessa, era difícil imaginar que a ascenção do jogador seria tão rápida: no ano seguinte, Leão já era o terceiro goleiro da Seleção Brasileira que conquistou o tri no México.
Os anos passaram e a identificação do goleiro com o time se tornou cada vez maior. Vieram os títulos com a Academia que encantou o país na década de 70, e uma liderança natural por sua sempre forte e polêmica personalidade. Era um ídolo, o jogador que continuava com o histórico de grandes goleiros do Verdão, como Oberdan e Valdir.

Em 1978, Leão quase pôs tudo a perder na decisão do Brasileiro contra o Guarani. Na primeira partida, foi expulso depois de fazer pênalti em Careca, e sem ele no jogo de volta o Verdão acabaria perdendo aquele que seria seu terceiro título nacional. Desgastado com a torcida e com os dirigentes, acabou indo para o Vasco e posteriormente para o Grêmio e pro rival Corinthians. Felizmente, depois dessa desgraça ele voltaria para o Verdão para jogar mais três anos (1984-86), tentando livar o time do jejum de títulos. Não deu.

Recentemente, voltou ao clube como treinador, pediu reforços, brigou com a diretoria e saiu mais uma vez sem conquistas - porém admirado pela torcida pelas declarações fortes e quase sempre sensatas.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Não. Apesar de ter jogado em nosso maior rival, a imagem que temos de Emérson Leão é a de um goleiro vencedor que fez história no Palmeiras com a conquista de muitos títulos.

9° NETO

Outro nome polêmico em nossa lista. Meia esquerda habilidoso e com um talento diferenciado para bater na bola, Neto estourou no Guarani aos 16 anos, em 1982. Depois de passar por outros clubes, dentre eles o Bangu, voltou ao futebol paulista pra jogar novamente no Guarani, onde fez um golaço de bicicleta na final do Paulistão de 1988. Era o que faltava para chamar a atenção dos clubes grandes...

No ano seguinte, Neto chegou ao Palmeiras para ser um dos principais nomes de um time treinado por Emérson Leão, cujo objetivo era por fim a fila de 13 anos. Neto e Leão juntos? Quem conhece os dois sabe que era impossível. Problemas de relacionamento entre os dois eram cada vez mais frequentes, e Leão não hesitava em sacá-lo do time mesmo quando fazia uma boa atuação.

A gota d'agua foi uma partida contra o rival. Cansado de ser substituído, Neto saiu atirando pra todos os lados, reclamando da maneira como Leão treinava o time e deixando nas entrelinhas que não gostaria mais de ser substituído. O resultado foi péssimo para o Palmeiras. Abalado pela crise, o time não ganhou o campeonato e Neto foi trocado com o Corinthians por Ribamar, numa negociação que envolveu ainda os laterais Dida e Denys. Deixou o Palmeiras pela porta dos fundos, sem ganhar títulos e brigado com torcida, técnico e diretoria pelas atitudes egocêntricas. Na verdade, o que Neto fez foi forçar uma saída para um time onde ficasse os 90 minutos em campo, algo um tanto quanto ilógico para um jogador que sempre teve problemas físicos.

Se sua saída foi ruim, o que veio depois a torcida palmeirense prefere esquecer. Ribamar fez apenas 19 jogos pelo Palmeiras, um único gol e acabou lembrado somente por ter sido um dos maiores erros da história do time em se tratando de reforços. Quanto a Neto, acabou indo bem no rival e despertando ainda mais a ira dos torcedores, fato que permanece ainda hoje graças às pérolas do ex-jogador como “jornalista”.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Sim. Foi um bom jogador, mas achava que era gênio, superior aos demais. Não se importou em largar o Palmeiras no meio de uma temporada e até hoje é mal visto pela torcida.

8° LUÍS PEREIRA

Como, Luís Pereira na lista de vira-casacas? Como pode estar nessa lista um dos melhores jogadores da nossa história e que figura entre os melhores zagueiros de todos os tempos? Essa é a pergunta que muitos Palmeirenses imaginam, porque se acostumaram a pensar no nome Luís Pereira como um jogador totalmente identificado com o time, como um dos símbolos da Academia da década de 70. De fato ele foi um dos grandes ídolos do Palmeiras em toda a história, mas certamente causou alguns sustos inesperados na torcida...

Luís Pereira chegou ao Verdão como um desconhecido zagueiro do São Bento de Sorocaba. Não demorou para que seu futebol explodisse e ele passasse a ser considerado um dos melhores da posição no futebol Mundial. Fez história no Palmeiras, chegou a seleção e escreveu seu nome como um dos melhores jogadores alvi-verdes em todos os tempos.

Porém, nem tudo saiu do jeito como a torcida queria. Em 1975, já um ídolo consagrado e identificado com qualquer palmeirense, Luís Pereira acabou seduzido por uma proposta do exterior e foi jogar no Atlético de Madrid da Espanha. Hoje, tal fato seria absolutamente normal no futebol brasileiro, mas não era bem assim há 30 anos atrás, época em que estávamos acostumados a ver os maiores craques jogando em times brasileiros.

Transferências para o futebol europeu eram raras, mesmo porque a disparidade de salários não era tão grande quanto hoje em dia. Na época, era praticamente impossível um jogador tão identificado com uma equipe ir jogar na Europa. Tendo isso em vista, não é díficil de imaginar a surpresa que foi a saída de Luís Pereira. Surpresa negativa por sinal, já que pela história que construiu no Verdão, poderia ser mais um dos privilegiados a ganharem um busto nos jardins do Palestra. A saída para o exterior pegou a torcida de surpresa, mas ruim mesmo foi ver Luís Pereira perambulando pelo Brasil depois de uma volta sem títulos ao Verdão, em 1981. Passou por Flamengo, Portuguesa, Santo André, São Caetano e até mesmo Corinthians. Traíra? Vira-casaca? Por tudo que fez ao Verdão, é difícil imaginar o jogador com um dos adjetivos acima, mas pra quem esperava que ele jamais sairia do Palmeiras, foi mesmo uma grande decepção.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Não. Apesar de ter jogado por outras equipes, poucas vezes na história um jogador foi tão identificado como Palmeirense como o zagueiro. Sempre um exemplo de garra e amor a camisa, foi um dos maiores nomes da gloriosa trajetória do Verdão, imortalizado com a camisa Verde.

7° RINCÓN

Um dos estrangeiros mais marcantes que passaram pelo futebol nacional na década de 90, Rincón chegou ao Palmeiras com status de craque, credenciado pelas belas atuações com a camisa da seleção colombiana. Tido como um volante moderno, disputou três Copas pela Colômbia e era uma das apostas da Parmalat para a temporada de 94.

Rincón começou cumprindo o que se esperava, fazendo boas atuações e despertando o interesse de times Europeus, fato que determinou o futuro do jogador no Palmeiras. Aos poucos, Rincón foi fazendo corpo mole para ser negociado ao exterior, e desgastado com a torcida, acabou sendo negociado.

Esse não seria o fim do ciclo do jogador no Palmeiras. Em 96, Rincón voltaria para tentar apagar sua imagem de mercenário, mas marcado por sua última passagem, era vaiado sempre que não jogava bem. Perseguido pela torcida e cansado das críticas, acabou saindo definitivamente do Verdão.

Rincón nunca procurou esconder que sempre foi um jogador que escolhia as melhores propostas financeiras, os clubes que o pagassem mais, tanto é que o Palmeiras não foi o único time em que ele ficou com fama de 'vira-casaca'. Como se não fosse bastante, Rincón ainda atuou alguns anos pelo maior rival do Verdão e de lá saiu novamente brigando com todos, com a mesma fama de mercenário que ele nunca conseguiu apagar. Exemplo de bom futebol ofuscado pela falta de amor a camisa.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Sim. Embora tenha feito uma passagem razoável pelo Verdão, conquistando o Paulista de 94, Rincón ficou mais marcado como o jogador que trocou o Palmeiras pelo futebol exterior e foi para o rival.

6° VÁGNER LOVE

Um dos melhores e mais polêmicos jogadores que passaram pelo Verdão nos últimos anos, Vágner Love é ainda hoje motivo de longas discussões entre Palmeirenses, que se dividem entre os que lembram de suas grandes atuações e os que lembram de sua saída conturbada.
Dono de grande habilidade e velocidade, começou a se destacar na Copa São Paulo de Juniores em 2003, quando se envolveu na primeira grande confusão de sua carreira, que valeu o apelido que o acompanha até hoje. Na ocasião, Vágner levou uma mulher para o seu quarto na concentração, e por muito pouco não foi dispensado do time.

Já com o Love imortalizado no nome, ganharia projeção no mesmo ano, na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Maior destaque do time na ocasião, acabou o torneio como artilheiro e melhor jogador, além de ter se tornado definitivamente uma realidade no Palmeiras, um jogador como há tempos não víamos vindo das categorias de base do clube.

Tornou-se ídolo e deu retorno à torcida que depositava tantas esperanças no jogador, sendo o maior destaque do Paulistão de 2004, embora não tenha levado o time ao título. A torcida do Verdão, que vivera recentemente anos terríveis, enfim podia comemorar o surgimento de um jogador irreverente, habilidoso e que despertava inveja e admiração dos rivais. O Palmeiras voltava a ser grande e temido e Vagner Love era disparado o grande destaque do time.

As propostas do exterior, inevitavelmente, seduziram o jogador, que tinha contrato como Verdão até 2008. É fato que o maior culpado em sua saída foi o ex-presidente Mustafá Contoursi - que não aceitou aumentar os baixos salários do jogador, mas também é fato que Love não demonstrou os mínimos sentimentos de retribuição à torcida que tanto o apoiou. Numa negociação confusa e que muitos não entendem até hoje, Vagner trocou o Palmeiras e as chances de disputar a Copa de 2006 pelo frio da Rússia.
Porém, o pior ainda estava por vir. Pouco tempo depois de ir pra Europa, Vágner é cogitado no Corinthians, e mesmo sem assinar contrato, veste a camisa do clube e faz declarações no mínimo lamentáveis para qualquer Palmeirense, tanto é que boa parte da torcida ainda hoje jamais gostaria de ver o atacante de volta ao time, porque embora tenha sido um grande ídolo, foi também um exemplo de falta de profissionalismo. O Love que carrega no nome é também uma grande contradição com os sentimentos da torcida, que até hoje se confunde quando pensa em quem foi Vagner Love. Ídolo ou traíra?

Ficou marcado por ter virado a casaca?
De todos os nomes dessa lista o de Love é certamente o mais díficil de se responder "sim" ou "não". Não tem como negar que o Palmeiras deve parte do seu regresso a primeira divisão ao jogador - díficil imaginar que conseguiríamos sem ele. Porém, Vágner também deve muito ao Palmeiras, principalmente respeito e retribuição a uma torcida que o via como um grande ídolo. A resposta para essa pergunta cada Palmeirense tem a sua.

5° PAULO NUNES

Jogador irreverente e espontâneo, Paulo Nunes sempre foi ídolos das torcidas dos clubes em que jogou. Foi assim no Flamengo, onde começou sua carreira, e no Grêmio, quando ganhou projeção internacional.
Vendido ao Benfica, não foi bem no futebol português e decidiu voltar ao Brasil para atuar pelo Verdão. Carismático e de declarações fortes "pró-torcida", Paulo Nunes conquistou os Palmeirenses, na época acostumados com vitórias e em busca do título da Libertadores.

Com gols, irreverência e comemorações inéditas ele chegou lá. Primeiro foram os adereços de personagens da moda, como as máscaras de Tiazinha e da Feiticeira. Depois, veio o gorro do Papai Noel e o auge, a máscara de porco homenageando o próprio Palmeiras. Tais atitudes serviram para criar ainda mais uma identificação com a torcida, que via o jogador como um palmeirense inverterado.

Com gols importantes e formando uma dupla inesquecível com Oséas, Paulo Nunes conquistou a Copa do Brasil, a Mercosul e a Libertadortes, e ainda teve tempo para uma batalha campal na final do Paulistão de 99.
Ídolo, fez juras de amor à torcida e chegou a afirmar que poderia encerrar a carreira no Verdão. Pois é... logo depois Paulo Nunes voltava ao Grêmio fazendo juras de amor ao clube gaúcho, dizendo que lá encerraria a carreira. Como se não fosse o suficiente, chegou ao Corinthians prometendo títulos e acabou encerrando a carreira no Mogi Mirim. Acabou marcado como um dos jogadores que se diziam “torcedores desse ou daquele clube desde criancinha”, mas que no fundo eram torcedores dos clubes que lhes pagassem mais.

Para quem poderia ter encerrado a carreira como consagrado no Verdão, ter terminado esquecido no Mogi Mirim depois de passagens apagadas foi muito pouco, não? Ponto para Luís Felipe Scolari, que na época treinador do Verdão, afirmou que Paulo Nunes encerraria a carreira cedo caso não parasse de freqüentar as noitadas. Pois é Felipão, ele não parou...

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Apesar de tudo, não. Pelo Verdão, fez gols decisivos na final da Copa do Brasil e em partidas importantes na Libertadores, além de ter marcado a memória de muitos Palmeirenses quando a escalação era anunciada e todos tinham na ponta da língua:
7- Paulo Nunes, 9-Oséas...

4° VANDERLEI LUXEMBURGO

Quando Luxemburgo figurou na terceira posição da lista de 10 maiores técnicos, o próprio texto deixava claro que o treinador sempre foi um caso de "amor e ódio" com a torcida, herói e vilão, os extremos de admiração e desaprovação. Sentimentos antagônicos ainda maiores do que aqueles em relação a Vagner Love.

Não tem como negar a importância de Luxemburgo para o Palmeiras, porque por mais que ele tenha dado motivos para odiá-lo, foi fundamental na conquista do Paulistão de 93, quando tirou o Palmeiras de 16 anos de fila. Só por isso o treinador já estaria marcado pra sempre em nossa memória, mas Luxemburgo ainda daria muitas alegrias a torcida. Muito competente, com ele o Palmeiras chegou ao bi do Campeonato Paulista e também ao bi do Brasileirão. Com o dever cumprido, saiu no fim de 94 com a promessa que um dia voltaria. Cumpriu. Em 96, Luxemburgo comandou o time que para muitos é o melhor do Brasil em todos os tempos, a máquina alvi-verde dos 100 gols, time que ganhou mais um Paulistão e que tinha tudo para conquistar o mundo. Luxemburgo começou a ser contestado depois de uma fatalidade. Uma inesperada derrota para o Cruzeiro na decisão da Copa do Brasil pôs fim ao sonho de chegar a Libertadores. Marcado pelo fracasso, acabou deixando o Verdão para brilhar em outros clubes, sempre procurando as melhores propostas financeiras, fato que ele sempre tentou mas nunca conseguiu esconder.

Depois de fracassar na Seleção Brasileira, Luxemburgo volta ao Palmeiras no fatídico ano de 2002, que qualquer Palmeirense quer esquecer. Foi por causa do que fez nesse ano que muitos torcedores repudiam até hoje o nome do treinador, para muitos o maior responsável pelo rebaixamento do Verdão. Contratado para levar o clube ao título Brasileiro, Luxemburgo ainda estava acostumado com os tempos de Parmalat, quando quase sempre tinha os reforços que pretendia. Esqueceu-se que os tempos eram outros. Dispensou jogadores importantes e pediu peças de reposição, jogadores caros e fora da realidade do Palmeiras no momento. Sem os reforços, Luxemburgo tomou a atitude mais anti-profissional possível. Largou o Palmeiras no meio da competição, com o elenco desmontado e cheio de brigas internas. Continuou sua carreira de forma vitoriosa, conquistando títulos e assinando contratos com o maior número de zeros possíveis.

Não foi o único culpado pelo rebaixamento, mas não precisava ter deixado o Palmeiras daquela forma, manchando em parte sua carreira recheada de conquistas. Para muitos, Luxemburgo merecia o topo nessa lista de “vira-casacas”.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Por mais que tenha decepcionado a torcida com sua saída conturbada em 2002, Luxemburgo ficará sempre marcado como o treinador que tirou o Palmeiras da fila. Enquanto foi atendido pela diretoria, fez um ótimo trabalho, e até hoje sua imagem é vista pela maioria da torcida como o técnico vencedor do início da década de 90.

3° EDÍLSON

Jogador rápido e de dribles desconcertantes, Edílson chamou a atenção da Parmalat em 1992, numa vitória do Guarani sobre o Palmeiras. Na época a Multinacional começava a formar o grande time que tiraria o time do jejum de títulos no ano seguinte, no qual Edílson seria um dos destaques.
Edílson se encaixou muito bem no elenco, e jogando no meio-campo, rapidamente se entrosou com Edmundo e Evair, dupla de ataque do time na ocasião. Na inesquecível final contra o Corinthians, que acabou com os 16 anos sem títulos, Edílson marcou um dos gols da decisão e foi muito importante durante a campanha. No ano seguinte, com a grande concorrência de jogadores, acabou indo para a reserva, e embora quase sempre entrasse no segundo tempo das partidas, a vaidade falou mais alto e o jogador acabou negociado com o futebol português.

Em 1995, Edílson voltaria para ser um dos destaques do time no ano, mas acabou marcado pela falta de conquistas. O Verdão acabou eliminado na Libertadores, vice no Paulistão e indo mal no Brasileiro, fato que terminou com o ciclo do jogador no clube, depois de 150 jogos e 59 gols.

Termina também nesse ano as boas lembranças que temos do jogador. Daí pra frente, Edílson é lembrado como jogador irreverente e malandro, que não gostava de treinar e visava sempre o melhor financeiramente. Foi assim que Edílson chegou ao Corinthians para manchar para sempre a história que tinha construído no Palmeiras. Jogar no maior rival não é problema, há exemplos de jogadores profissionais que dão exemplos de dignidade e respeito aos seus ex-clubes, mas o mesmo não pode ser dito de Edílson. Na final do Paulistão de 99, em ato de desrespeito ao clube que o tirou do anonimato e possibilitou que ele tivesse chegado até ali, Edílson levantou a bola do chão e começou a controlá-la, passando-a até sobre as costas, isso com o jogo correndo em plena final de Campeonato. Começava ali uma briga generalizada que encerraria a partida antes do final e marcaria o jogador negativamente para sempre. Depois disso, o jogador chegou a ser cogitado algumas vezes no Verdão, fato que nunca se concretizou. Para a maioria da torcida, felizmente.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Sim. Pense bem, torcedor Palmeirense. Qual a primeira imagem que vem de Edílson? A do jogador que conquistou títulos em 93/94 ou a das embaixadinhas na final do Paulistão de 99? Ao contrário de Paulo Nunes, Edílson foi um dos jogadores polêmicos da última década que conseguiu enterrar sua trajetória pela falta de ética e profissionalismo.

2° ROGÉRIO

Poucos jogadores são tão lembrados pela fama de mercenário do que esse ex-lateral-direito do Verdão. Rogério Fidélis Régis (28/02/1976) foi contratado para ser volante, sua posição de origem, mas acabou lembrado mesmo na lateral, posição onde começou improvisado e acabou recebendo até chances na seleção brasileira.

Pela maneira que saiu, poucos são capazes de lembrar que Rogério foi um jogador vencedor no Palmeiras, que disputou 255 jogos e venceu mais da metade deles. Um jogador que conquistou títulos e que era titular no meio-campo do Verdão campeão da América em 99, inclusive marcando um gol nas quartas-de-final que todos gostamos de lembrar. Além disso, sempre que Arce se machucava Rogério executava muito bem a função de lateral direito, e assim se tornou um jogador versátil e importante no elenco do Palmeiras.

Os títulos e a fama lhe subiram a cabeça. Em 2000, Rogério já não era o mesmo jogador do ano anterior. Para muitos, fazia corpo mole para forçar uma saída para o futebol europeu. Aos poucos, começou a reclamar de atrasos em premiações, a pedir aumentos de salários e a se achar dono do time. O antes bom jogador se tornava um grande mercenário, mais um jogador que trocava o amor à uma camisa vitoriosa por dinheiro que certamente não lhe faltava. Como se as reclamações não fossem o suficiente, Rogério simplesmente abandonou o Palmeiras de forma litigiosa, num processo que ainda por cima deu razão ao jogador. Nos outros clubes por onde passou, sempre fez questão de falar mal do Palmeiras, literalmente cuspindo no prato que comeu. Ganhou o desprezo da torcida, saiu brigado com a diretoria e com a certeza que jamais voltará a vestir a camisa Alvi-verde.

Muitos jogadores ficaram marcados com fama de mercenários e vira-casacas, especialmente nos últimos 10 anos, e podemos dizer que Rogério foi sem dúvidas um dos maiores exemplos desse tipo de jogador, tão comum hoje em dia. Uma pena, porque bom futebol ele tinha. Faltou cabeça, bons valores e menos ganância pelo dinheiro.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Sim. Conseguiu através da sua saída conturbada enterrar 255 jogos, 16 gols e 4 títulos. Não é a toa que o jogador não ficou marcado pelas boas atuações que teve, mas sim pela péssima atuação fora dos gramados.

1° ILSINHO

Difícil imaginar outro jogador que poderia ocupar essa primeira posição quando há um “adversário” tão atual e invencível no quesito quanto Ilsinho. Aliás, o próprio tema desse Top 10 é uma “homenagem” ao maior exemplo de falta de ética dos últimos tempos no futebol brasileiro. A história todos conhecem, até dispensaria apresentações. Dizer que o jogador era uma das promessas das nossas categorias de base e que começava a ganhar chances no time principal é um repeteco para qualquer Palmeirense, que via o jogador como um provável futuro ídolo e jamais poderia imaginar o que Ilsinho faria com o Palmeiras.

Primeiro, vieram reclamações por aumento de salário. Hoje em dia uma realidade no futebol brasileiro, infelizmente. Basta um jogador ganhar um mínimo de fama para se achar no direito de pedir aumentos exagerados, luvas, contratos de imagem, etc. Vieram as especulações quanto a uma possível transferência para o exterior, para o Sevilla da Espanha. Logo, o possível virou provável e a culpa caiu em cima da diretoria, que não soube segurar o jogador, não soube ceder o aumento pedido, não soube acreditar em mais uma promessa. Ilsinho falava que sua família queria ir pra Europa, e mesmo depois da diretoria oferecer salários até altos demais para uma simples promessa, o jogador não desistia do seu sonho de ficar marcado negativamente por milhões de torcedores.

Até então poucos sabiam que a negociação para o exterior era apenas um pano de fundo para encobrir a verdadeira situação do jogador, que fingiu estar machucado para não atingir o limite de sete jogos e poder se transferir para o São Paulo. Como se a trairagem e falta de ética não fossem suficientes, em sua apresentação ao rival fez declarações lamentáveis, como se fosse um craque consagrado.

Ilsinho não ocupa a primeira posição dessa lista somente pela falta de caráter demonstrada, mas sim por representar tristemente a atual situação do futebol brasileiro. Jogadores que procuram sempre aqueles que pagam mais. Não importa se o momento não é o ideal, a ética e o caráter que se danem. Jogadores querem é dinheiro. O amor à camisa de Ademir da Guia, Dudu e Marcos são exemplos cada vez mais raros no futebol, exemplos que muitos já enxergam como extintos. É triste porque já é algo generalizado e que ocorre cada vez mais cedo. Antes de se afirmarem, jogadores já estão saindo, alguns direto das categorias de base. Onde fica o amor ao clube onde foi formado, o respeito e o carinho com a torcida e com a camisa que vestem? Ilsinho deve ser visto como um alerta, como a certeza que há algo errado no futebol brasileiro. O conjunto de empresários mercenários, diretores incompetentes combinados com a falta de caráter, talvez seja um processo irreversível. Por ser a personificação desse processo e pela maneira absurda que saiu do Palmeiras, Ilsinho merece a primeira posição da lista.

Ficou marcado por ter virado a casaca?
Sim. No Verdão, Ilsinho não conseguiu passar de uma promessa cheia de firulas, e pelo que fez pra sair do clube, a vontade de cada Palmeirense é que esse tipo de jogador jamais volte a aparecer vestindo nossa gloriosa camisa.  



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